Vamos ver no que vai dar … Episódio 1

Talvez deveria ser a lição nº 1, mas chamarei de episódio 1 porque literalmente … vamos ver no que vai dar..

Hoje me cadastrei no ItauTrade para investir no Tesouro Direto por lá. [apenas TD, pq minha nossa... como são caros os custos deles!]Sei que tem corretoras que cobram taxasde adm.  bem menores… mas escolhi porque acredito na imagem do banco, gostei do atendimento que tenho até o momento e enfim. Em até quatro horas eles irão liberar meu acesso as funcionalidades do site.  E aí o episódio 1 estará apenas no ínicio..

Abaixo reproduzo um artigo muito interessante que encontrei navegando em busca de informações sobre o ItaúTrade. Aproveitem.

Itaú Corretora

Um nome, porém dois canais de operações

Foi em 1965 que a Itaú Corretora surgiu, mas, de lá para cá, bastante coisa mudou, principalmente no que se refere à forma de atendimento do seu público. Da união do Itaú com o Unibanco, a corretora passou a ter mais um canal de operações para atender ao cliente não correntista: o Investshop.

Quem nos conta um pouco sobre esse novo canal e como figura atualmente a Itaú Corretora é o superintendente dela, Roberto Fonseca: “O Investshop era o home broker do Unibanco e o Itautrade era o do Itaú. Os dois sites hoje ainda continuam existindo, mas o Itautrade é voltado para o cliente correntista e o Investshop para o cliente não correntista do banco”. Assim, fica evidente dizer que a Itaú Corretora tem em seu nome referência a apenas um banco, porém hoje trabalha por dois.

Segundo Roberto, apesar de haver esses dois canais, o auxílio ao investidor é o mesmo, uma vez que o cliente da Itaú Corretora, tanto no Investshop como no Itautrade, tem à sua disposição informações de especialistas para ajudá-lo a decidir quais ações pode escolher a fim de formar seu portfólio de investimentos: “Nesses canais, o cliente tem a assessoria do analista fundamentalista, do estrategista e também do analista gráfico, que dão informações específicas sobre os setores. E todo esse trabalho de assistência vem em forma de relatório, na carteira recomendada que esses analistas disponibilizam aos clientes”.

Assessoria e comodidade para o cliente – eis a filosofia da Itaú Corretora

E levar auxílio ao investidor pessoa física é exatamente um dos focos da Itaú Corretora. A instituição preza vender assessoria e comodidade, utilizando-se da gama de produtos e serviços de que dispõe. O superintendente da corretora conta que, no mercado acionário, a assessoria é fundamental. São poucos os clientes que têm conhecimento suficiente para operar sem um apoio, e isso certamente é refletido nos retornos dos investimentos deles, já que, sem ajuda, podem perder dinheiro e ter uma má impressão do que, de fato, significa investir em bolsa.

Como afirma Roberto, muitas pessoas têm prejuízo em suas operações, mas a culpa disso é geralmente da falta de informação do investidor, que aplica fora do seu perfil de investimento ou não trabalha da melhor forma com as ferramentas disponíveis, e aí acaba culpando a instituição, o canal de operações e os produtos que a corretora oferece. “Para evitar isso, ajudamos o investidor a escolher os melhores papéis de acordo com seu perfil e damos todo o suporte para ele. Assim, fazemos com que esse cliente tenha uma vida longa dentro do mercado acionário e que obtenha resultados positivos nas suas aplicações, que é a grande preocupação não só da corretora, mas do banco Itaú como um todo”, ressalta o superintendente.

Para ele, o investidor em sua iniciação no mercado acionário necessita de informações sobre a bolsa; então, a educação financeira é essencial: “O Investshop está preparando uma grade de cursos para este ano todo no intuito de ensinar os fundamentos da bolsa de valores, como operar nela, etc. A Itaú Corretora está pronta para auxiliar o cliente em qualquer fase de investimento na qual ele esteja: seja no começo, numa fase intermediária ou em uma mais avançada. Se precisar de ferramentas e orientações mais complexas, a gente vai entregar tudo isso a ele”.

Com relação ao trabalho de levar comodidade aos seus clientes, a Itaú Corretora aposta no engajamento das informações do banco atreladas às da corretora. Para os correntistas do Itaú Unibanco que desejam começar sua vida de investidor por meio dessa mesma instituição, o processo não é burocrático; pelo contrário, como explica Roberto, o cliente não terá dificuldades para começar a operar com o Itautrade, canal de operações específico para os correntistas: “A gente usa todos os dados e os documentos que já são da conta corrente da pessoa. Então, ela faz o cadastro em menos de 15 minutos. Esse é um processo superdemorado em algumas corretoras, mas aqui é muito simples”.

E há um benefício para os investidores do Itautrade que Roberto faz questão de ressaltar: “A gente trabalha com débito e crédito na conta corrente do cliente, ou seja, ele não precisa mandar nenhum recurso financeiro para a corretora. Conforme o investidor realiza as operações de compra e venda de ações, o valor é abatido automaticamente de sua conta do Itaú Unibanco”. De acordo com o superintendente, esse é um dos diferenciais da Itaú Corretora, pois, geralmente, as instituições cobram o cliente antes, depositam o dinheiro na conta e, quando a bolsa cobra o valor da operação realizada, elas pagam. “Nós não. Damos um limite para a pessoa operar, porque, quando ela investe em bolsa, só depois de três dias é debitado o valor. Funciona assim: a bolsa debita a corretora e a corretora debita o cliente após esses três dias”, explica. Além disso, o cliente pode conseguir descontos na tarifa de sua conta corrente, dependendo do volume que aplica na corretora.

Mais produtos e serviços

Apesar de a prestação de serviços ser um trabalho realizado em todos os canais disponíveis pela Itaú Corretora, algumas opções de produtos que existem para os clientes correntistas não são oferecidas para os não correntistas. Confira quais são elas:

  • Clientes correntistas do Itaú Unibanco – Têm acesso ao Itautrade e a seu canal de home broker. Há as salas de ações espalhadas por nove cidades do Brasil, entre elas Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, e que atendem apenas clientes do Itaú Personnalité, segmento do Itaú Unibanco especializado no atendimento personalizado às pessoas físicas que têm um valor mínimo de renda mensal de R$5 mil. Além disso, os clientes correntistas têm disponíveis canais de compra e venda de produtos de renda variável e títulos públicos.

 

  • Clientes não correntistas – Têm acesso ao Investshop, um canal de investimentos com produtos de renda variável, títulos públicos, fundos de investimento e previdência.

 

A Itaú Corretora não administra clubes de investimento, mas oferece:

  • Compra programada – O cliente escolhe o papel e o dia no qual deseja que seja realizado o débito, então a corretora compra essa ação todo mês, sem o cliente precisar ir até a instituição para fazer a operação.

 

  • Equipe de research – O grupo de analistas da Itaú Corretora tem uma regra a seguir: não realizar simplesmente uma ordem de compra ou venda, mas auxiliar o investidor em sua decisão. “Se ele está querendo comprar um papel, nossa equipe complementa, mostra a nossa visão sobre se ele é bom ou não, analisa graficamente para saber se é o melhor momento para a compra, etc. Além disso, levamos em consideração o perfil do cliente. Não fazemos uma recomendação de curto prazo para um cliente que vem realizando operações de longo prazo”, garante Roberto.

 

  • Processo de identificação do perfil do investidor – Devido à integração das informações do Itaú Unibanco com a corretora é que existe esse processo. Funciona da seguinte forma: o cliente correntista do banco responde cinco perguntas e, a partir delas, nossos assessores conseguem definir quanto de seu capital a pessoa pode colocar em operações. Conforme ela vai investindo, apontamos se está mais arriscada que seu perfil. “É claro que todas as nossas recomendações estão disponíveis no site, então o cliente pode vê-las, mas, quando ele nos pergunta, a gente vai levar na central de atendimento ou em nossa mesa de operações uma recomendação que está alinhada com esse perfil de investimento dele”, explica.

 

  • Chats diários – Tanto o estrategista quanto o grafista, todos os dias, fazem um chat, nos quais esses especialistas entram em contato direto com os investidores.

 

  • Blogs – Neles constam todas as empresas que o estrategista e o gráfico recomendam a compra e também as que estão se destacando no momento. Nesse caso, há comentários sobre a ação que se mostra interessante do ponto de vista dos analistas e por que ela é uma boa opção de investimento. Os blogs ficam dentro do site: www.itautrade.com.br, mas, como existem as recomendações dos analistas, é preciso se logar para ter acesso a elas.

 

  • Twitter – Pelo twitter.com/itaucorretora, é possível conhecer os destaques do mercado do ponto de vista da corretora.

 

  • TV Itaú Corretora – “Além de colocar todas essas informações escritas no chat, blog e no Twitter, a gente leva esses dados por meio de vídeo”, comenta Roberto. Segundo ele, os analistas gravam um vídeo comentando os destaques do dia. Há programas semanais, em que são colocados o analista gráfico e o fundamentalista para discutir qual é a visão deles sobre o mercado, existem convidados e programas educacionais.

 

  • Itaú Fast Trade – É uma plataforma específica que permite ao cliente investir de forma mais rápida e há muitas informações sobre as ações da bolsa em tempo real.

 

E para operar com a corretora, quanto custa?

A taxa de corretagem cobrada pela Itaú Corretora é de R$10,00 por ordem dada mais 0,3% sobre o montante aplicado. Para cliente que faz day trade, o valor é de R$8,00 por operação mais 0,15%. Segundo Roberto, pagar essa porcentagem um pouco maior se comparada com outras corretoras que cobram a faixa de 0,20% é o que justifica a segurança nas operações do cliente, uma vez que os analistas da Itaú Corretora podem oferecer boas recomendações de ações e o investidor sair lucrando com isso. “Um cliente médio nosso faz operações de R$2 mil. Quando a gente fala de 0,30%, isso dá R$7,50, mais os R$10,00, totalizando R$17,50 – um valor bem compatível com as corretoras que cobram corretagem fixa”, afirma.

“Quando o cliente começa a operar volume maior de compra e venda, esse valor é claro que sobe. Ele pode ficar em R$30,00, R$40,00 ou R$50,00, contra corretagens no preço de R$20,00, que é um valor que as corretoras geralmente têm cobrado”, explica Roberto. Mas, de acordo com ele, essa é uma conta que os clientes da Itaú Corretora não fazem, porque o investidor tem assessoria, comodidade, blog, recomendação, central de atendimento para dar suporte e muitas outras ferramentas que acabam justificando o valor da taxa.

O que esperar de 2011

Atualmente, a Itaú Corretora detém R$6 bilhões em custódia, mas pretende elevar consideravelmente esse número. Para isso, tem uma grande meta neste ano: aumentar sua base de quase 90 mil clientes ativos para 110 mil. “E, quando se fala em cliente ativo, consequentemente vem o faturamento e o lucro”, comenta Roberto.

De acordo com ele, a corretora pretende que esse lucro também seja visível na carteira do cliente, com suas operações. É por isso que ela deixa claro qual é o posicionamento atual dos analistas da Itaú Corretora. O que significou 2010 para o cenário econômico brasileiro e o que se pode esperar deste ano?

Segundo Constantini, o ano de 2010 foi bom para as empresas ligadas ao setor interno, pois elas estavam expostas aos 32 milhões de brasileiros que passaram a ter acesso ao crédito. Já as empresas que tinham receitas voltadas para a exportação enfrentaram uma diminuição de seus mercados.

Para 2011, espera-se que as empresas mais protegidas contra a inflação se beneficiem, pois o preço dos produtos nacionais está aumentando consideravelmente. Para Constantini, isso é percebido até mesmo no valor das ações das empresas, que estão três vezes mais caras que em 2008. A recomendação do estrategista-chefe é ficar de olho nas prestadoras de serviços públicos, que não sofrem tanto com a inflação quanto as companhias privadas: “Pode-se citar as geradoras e distribuidoras de energia, que têm contrato reajustado pela inflação. Também entram na lista as concessionárias de pedágio e os setores de imóveis e de shopping centers”.

Olhar de longo prazo é a recomendação da Itaú Corretora

Carlos Constantini, ao se referir à forma de análise das ações para serem colocadas na carteira recomendada da corretora, declara que são levadas em conta as expectativas futuras dos lucros e fluxos de caixa das empresas. Os analistas observam, no mínimo, qual é a projeção de lucro da companhia para os próximos dez anos, visitam a empresa e fazem uma simulação para detectar qual será sua receita lá na frente. Então, comparam isso com os valores atuais da empresa e, assim, conseguem saber se o preço hoje da ação é justo ou não. Com essa visão mais longínqua, dá até para encontrar o upside do papel.

A carteira recomendada da Itaú Corretora teve, em março de 2009, sua maior valorização desde que foi criada: apresentou índice de 103,21% e o ano de 2010 foi fechado com 6,66% de valorização.

Fonte: Revista InvestMais

Ei, você já poupou hoje?

Ultimamente tenho conseguido deixar minhas coisas muito organizadas! Que orgulho de mim!!! :) Prova é minha maior assiduidade aqui no blog! Ontem fiquei muito feliz em receber noticias da Naê do Nossa Vida, Nosso Bolso [estava com saudades deles].. E hj (17/05) será minha entrevista com o pessoal da Nova.. que ansiedade!! :) É muito legal poder transmitir para outras pessoas conceitos sobre aquilo que gostamos de falar, eu em particular ADORO falar sobre finanças pessoais, tenho certeza de que a maior parte das pessoas com quem converso sobre o tema saem dali com uma pulguinha atrás da orelha… E hj venho conversar com vcs justamente no item poupar… :) Uma vez li no blog do Guilherme, o Valores Reais, [ Gui, só não encontrei o post nos arquivos do seu site] onde ele estava em viagem e comentava sobre poupar nunca é demais, que por mais que vc ache que já poupou em algum item, poupar em outro nunca será demais! ;)

E hj vc já poupou? Tentou pelo menos? É … sim… pode ser naquele cafezinho que vc diz que não vive sem, naquele chocolate daquela marca que parecer ser puro cacau ou naquele sorvete que parece alemão…suiço…sei lá.. :) O importante é você criar oportunidades de poupança no seu dia-a-dia.. sem essa de frugal… Poupe mesmo!

Até mais. E poupem, não hesitem! POUPEMMM!!!!! :)

Entrevista | Feira Educar 2011

Olá pessoal do blog!

 Esta semana recebi um contato do pessoal da revista Nova da editora Abril para falar sobre perfis de investimentos. Tão logo tenha novidades posto pra vcs aqui esta oportunidade!

Importante passar pra vcs também a 18º Feira Internacional  Educar que acontecerá aqui na cidade de São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes, de 18 a 21 de maio. Nesta feira será lançado pelo Instituto DSOP uma coleção especialmente formulada para a educação financeira p/ o Ensino Básico.

Aqui você pode conferir toda a programação deste lançamento que promete levar as nossas crianças conceitos básicos de economia, qualidade de vida e realizações de sonhos.

Até mais.

Você sabe o que um yield?

05/05/2011 1 comentário

Este mês estou  lendo o livro do Paulo Portinho “Quanto custa ficar Rico?” e um dos capíulos que me chamou a atenção diz respeito ao termo [novo para mim] chamado yield (pronuncia-se “íud”). Este livro é muito prático, apresenta conceitos muitos interessantes e importantes para as finanças pessoais e trouxe aqui para nosso blog para entendermos um pouco sobre o termo.

Segundo o autor, Yield é o retorno percentual EM DINHEIRO que um ativo proporciona em determinado período de tempo. A definição trivial diz que o yield é a taxa de retorno de um investimento. Só tem yield o que é remunerado em dinheiro, então o autor esclarece que o aumento da cotaçao das ações, a valorização dos imoveis, o ajuste no principal dos fundos de renda fixa etc. não configuram yield.

Para o investidor, olhar os ativos dessa forma é uma importante abordagem, principalmente para aqueles que, em um determinado momento da vida, vivem da renda que extraem  desses ativos. Seguem alguns exemplos que Portinho deixa para explicitar o assunto:

Qual é o yield do seu automóvel?

Zero! Apesar do valor do seu automóvel entrar como ativo na sua DIRPF, não gera qualquer remuneração em dinheiro.

Qual é o yield de sua carteira de ações?

pegue o quanto recebeu de dinheiro no ano, proveniente de dividendos e juros sobre o capital próprio, e compare com o quanto as ações valiam em 31 de dezembro do ano anterior à medição. Deu, por exemplo, R$3.000,00 para um patrimonio de R$90.000,00? Então o yield foi de 3% ao ano.

O conceito de yield é extremamente importante para guiar a percepção do investidor. Durante o período de semar, ele poderá contar com ativos de yield baixo, porém com grande crescimento patrimonial, mas gradualmente, quando vai se aproximando da aposentadoria, ele migrará para ativos de yield maior.

Espero que tenham gostado deste post.

Abraços.

Quando era pequena achava que a bolsa [de valores]… era uma bolsa!

Engraçado o titulo deste post nao é mesmo?!! Mas é verdade, hoje conversando com amigos no trabalho caimos na maior gargalhada quando falei que achava que a bolsa de valores era uma bolsa… quando eu era criança! Deveria ter uns sete anos quando perguntei pro meu avô e ele todo marrudão me falou que não era assunto pra criança, que eu não ia entender!

Poxa, como foi deficitário meu aprendizado financeiro quando criança, acho que isso dá até assunto para outro post!

O intuito hj é mostrar para todos um pouco da história da nossa bolsa, a BOVESPA. Aproveitem!! Informações colhidas no site Portal do Investidor.

As bolsas de valores são instituições administradoras de mercados. No caso brasileiro, a BM&FBOVESPA S/A – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA) é a principal bolsa de valores, administrando os mercados de Bolsa e de Balcão Organizado. A diferença entre esses mercados está nas regras de negociação estabelecidas para os ativos registrados em cada um deles. A BM&FBOVESPA também é responsável por administrar o mercado de bolsa de derivativos e de futuros (saiba mais sobre esse assunto na seção “O que é Bolsa de Mercadoria e Futuros“).

As bolsas de valores são também os centros de negociação de valores mobiliários, que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores. No Brasil, atualmente, as bolsas são organizadas sob a forma de sociedade por ações (S/A), reguladas e fiscalizadas pela CVM. As bolsas têm ampla autonomia para exercer seus poderes de auto-regulamentação sobre as corretoras de valores que nela operam. Todas as corretoras são registradas no Banco Central do Brasil e na CVM.

A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.

Após o recente processo de desmutualização das bolsas de valores no Brasil, o direito de transacionar valores mobiliários em uma bolsa foi desvinculado da propriedade de ações. Anteriormente, apenas as corretoras proprietárias de títulos patrimoniais podiam negociar em Bolsa.

As companhias que têm ações negociadas nas bolsas são chamadas companhias “listadas”. Para ter ações em bolsas, uma companhia deve ser aberta ou pública, o que não significa que pertença ao governo, e sim que o público em geral detém suas ações. A companhia deve, ainda, atender aos requisitos estabelecidos pela Lei das S.A. (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) e pelas instruções da CVM, além de obedecer a uma série de normas e regras estabelecidas pelas próprias bolsas.

No passado, o Brasil chegou a ter nove bolsas de valores, mas atualmente a BM&FBOVESPA é a principal. A BM&FBOVESPA foi criada em maio de 2008 com a integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), tornando-se a maior bolsa da América Latina, a segunda das Américas e a terceira maior do mundo. Nela são negociados títulos e valores mobiliários, tais como: ações de companhias abertas, títulos privados de renda fixa, derivativos agropecuários (commodities), derivativos financeiros, entre outros valores mobiliários.

Funções das Bolsas de Valores

Os mercados de capitais são mais eficientes em países onde existem bolsas de valores bem estruturadas, transparentes e líquidas. Para que elas desempenhem suas funções, o ambiente de negócios do país tem que ser livre e as regras devem ser claras. Nestes contextos, as bolsas podem beneficiar todos os indivíduos da sociedade e não somente aqueles que detêm ações de companhias abertas. Veja, a seguir, quais são os benefícios gerados pelas bolsas de valores para a economia e a sociedade como um todo:

Levantando capital para negócios – As bolsas de valores fornecem um excelente ambiente para as companhias levantarem capital para expansão de suas atividades através da venda de ações, e outros valores mobiliários, ao público investidor.

Mobilizando poupanças em investimentos - Quando as pessoas investem suas poupanças em ações de companhias abertas, isto leva a uma alocação mais racional dos recursos da economia, porque os recursos - que, de outra forma, poderiam ter sido utilizados no consumo de bens e serviços ou mantidos em contas bancárias - são mobilizados e redirecionados para promover atividades que geram novos negócios, beneficiando vários setores da economia, tais como, agricultura, comércio e indústria, resultando num crescimento econômico mais forte e no aumento do nível de produtividade.

Facilitando o crescimento de companhias - Para uma companhia, as aquisições e/ou fusões de outras empresas são vistas como oportunidades de expansão da linha de produtos, aumento dos canais de distribuição, aumento de sua participação no mercado etc. As bolsas servem como um canal que as companhias utilizam para aumentar seus ativos e seu valor de mercado através da oferta de compra de ações de uma companhia por outra companhia. Esta é a forma mais simples e comum de uma companhia crescer através das aquisições ou fusões. Quando feitas em bolsas, as aquisições e fusões são mais transparentes e permitem uma maior valorização da companhia, pois as informações são mais divulgadas e há uma maior interação dos agentes envolvidos, tanto compradores quanto vendedores.

Redistribuindo a renda - Ao dar a oportunidade para uma grande variedade de pessoas adquirir ações de companhias abertas e, conseqüentemente, de torná-las sócias de negócios lucrativos, o mercado de capitais ajuda a reduzir a desigualdade da distribuição da renda de um país. Ambos os investidores - casuais e profissionais - , através do aumento de preço das ações e da distribuição de dividendos, têm a oportunidade de compartilhar os lucros nos negócios bem sucedidos feitos pelos administradores das companhias.

Aprimorando a Governança Corporativa - A demanda cada vez maior de novos acionistas, as regras cada vez mais rígidas do governo e das bolsas de valores têm levado as companhias a melhorar cada vez mais seus padrões de administração e eficiência. Conseqüentemente, é comum dizer que as companhias abertas são mais bem administradas que as companhias fechadas (companhias cujas ações não são negociadas publicamente e que geralmente pertencem aos fundadores, familiares ou herdeiros ou a um grupo pequeno de investidores). Os princípios de governança corporativa estão, cada vez mais, sendo aceitos e aprimorados.

Criando oportunidades de investimento para pequenos investidores - Diferentemente de outros empreendimentos que necessitam de grandes somas de capital, o investimento em ações é aberto para quaisquer indivíduos, sejam eles grandes ou pequenos investidores. Um pequeno investidor pode adquirir a quantidade de ações que está de acordo com sua capacidade financeira, tornando-se sócio minoritário (mesmo tendo participação percentual ínfima no capital da companhia), sem que tenha que ficar excluído do mercado de capitais apenas por ser pequeno. Desta forma, a bolsa de valores abre a possibilidade de uma fonte de renda adicional para pequenos poupadores.

Atuando como Termômetro da Economia - Na bolsa de valores, os preços das ações oscilam dependendo amplamente das forças do mercado e tendem a acompanhar o ritmo da economia, refletindo seus momentos de retração, estabilidade ou crescimento. Uma recessão, depressão, ou crise financeira pode eventualmente levar a uma queda (ou até mesmo uma quebra) do mercado. Desta forma, o movimento dos preços das ações das companhias e, de forma ampla, os índices de ações são um bom indicador das tendências da economia.

Ajudando no financiamento de projetos sociais – Os governos federal, estadual ou municipal podem contar com as bolsas de valores ao emprestar dinheiro para a iniciativa privada para financiar grandes projetos de infra-estrutura, tais como estradas, portos, saneamento básico ou empreendimentos imobiliários para camadas mais pobres da população. Geralmente, esses tipos de projetos necessitam de grande volume de recursos financeiros, que as empresas ou investidores não teriam condições de levantar sozinhas sem contar com a participação governamental. Os governos, para levantarem recursos, utilizam-se da emissão de títulos públicos. Esses títulos podem ser negociados nas bolsas de valores. O levantamento de recursos privados, por meio da emissão de títulos, elimina a necessidade (pelo menos no curto prazo) dos governos sobretaxarem seus cidadãos e, desta maneira, as bolsas de valores estão ajudando indiretamente no financiamento do desenvolvimento.

História da BM&FBOVESPA

A BMF&BOVESPA foi criada em maio de 2008, após integração entre a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA). Não é possível narrar a sua história sem mencionar, individualmente, os históricos da BOVESPA e da BM&F.

História da Bovespa

 

A Bovespa foi fundada em 23 de agosto de 1890 por Emilio Pestana. Até as reformas do sistema financeiro e do mercado de capitais, implementadas pelo governo no biênio 1965-1966, as bolsas de valores brasileiras eram entidades oficiais corporativas, vinculadas às secretarias de finanças dos governos estaduais e compostas por corretores nomeados pelo poder público.

Após as reformas, as bolsas assumiram a característica institucional que mantêm até hoje, transformando-se em associações civis sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. A antiga figura individual do corretor de fundos públicos foi substituída pela da sociedade corretora, empresa constituída sob a forma de sociedade por ações nominativas ou por cotas de responsabilidade limitada.

Desde então, a Bovespa vem crescendo e se modernizando, sempre em sintonia com as novas tecnologias e tendências. Até pouco tempo atrás, grande parte dos negócios ainda era realizada através do pregão viva-voz mas, atualmente, todos os negócios com ações e opções são realizados através do sistema Mega Bolsa, implantado em 1997. Em março de 1999, a Bovespa lançou o sistema Home Broker, que permitia que investidores pudessem comprar e/ou vender ações e opções em suas casas através da Internet. Esse sistema foi interligado ao Mega Bolsa e oferecido por uma ampla variedade de corretoras, cada qual com um serviço distinto. O sucesso do Home Broker no Brasil foi total e, em pouco tempo, os pequenos investidores passaram a ter uma maior participação no número e no volume de negócios da Bovespa, tendência que vem crescendo nos últimos anos.

Em 28 de agosto de 2007, a BOVESPA deixou de ser uma instituição sem fins lucrativos e se tornou uma sociedade por ações: a BOVESPA Holding S/A. A BOVESPA Holding possui como subsidiárias integrais a Bolsa de Valores de São Paulo (BVSP) – responsável pelas operações dos mercados de bolsa e de balcão organizado – e a  Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que presta serviços de liquidação, compensação e custódia.

Em maio de 2008, a BOVESPA foi integrada à BM&F, formando, então, a BM&FBOVESPA S/A.

História da BM&F

Empresários paulistas ligados à exportação, ao comércio e à agricultura criaram, em 26 de outubro de 1917, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo, a BMSP. Primeira no Brasil a introduzir operações a termo, ela alcançou, ao longo dos anos, rica tradição na negociação de contratos agropecuários, particularmente café, boi gordo e algodão.

Em julho de 1985, surge a Bolsa Mercantil & de Futuros, a BM&F. Seus pregões começam a funcionar em 31 de janeiro de 1986. Em pouco tempo, ela conquista posição invejável entre as principais commodities exchanges do mundo, negociando contratos futuros, de opções, a termo e a vista, referenciados em índices de ações, ouro, taxas de juros e taxas de câmbio.

Em 9 de maio de 1991, BM&F e BMSP resolvem fundir suas atividades, aliando a tradição de uma ao dinamismo da outra. Surge então a Bolsa de Mercadorias & Futuros – também com a sigla BM&F – cujo objetivo é desenvolver mercados futuros de ativos financeiros, agropecuários e outros.

Em 2007, a BM&F iniciou seu processo de desmutualização e, a partir de 1º de outubro de 2007, a BM&F se tornou uma sociedade por ações com fins lucrativos. Por meio da desmutualização, os direitos patrimoniais dos antigos associados da Companhia foram desvinculados dos Direitos de Acesso, e convertidos em participações acionárias.

Em maio de 2008, a BM&F e a BOVESPA integraram-se, formando, assim, a BM&FBOVESPA S/A.

Viram como é importante nós “pessoas crescidas” ajudarem nossas “crianças” [muitas vezes adultos tbm] a entenderem um pouco da história da Bolsa de verdade!!!!! Achei importante colocar estas informações aqui para que vcs possam tbm se atualizar!.

Ah! E a BM&FBOVESPA está realizando aqui em São Paulo desde 29/04 uma exposição sobre a História do Dinheiro. Acessem.

Abraços,

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